STF impõe pena de 14 anos a empresário de SC por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro
Empresário é condenado a 14 anos de prisão por financiar atos antidemocráticos em Brasília.
Alcides Hahn, um empresário de Santa Catarina, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 14 anos de prisão em regime fechado devido ao seu envolvimento nos eventos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi proferida em 2 de março de 2026.
A Procuradoria Geral da República acusou Hahn de realizar uma transferência de R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado, que transportou manifestantes de Blumenau até Brasília após as eleições de 2022.
O empresário foi considerado culpado por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado. O julgamento do recurso de Hahn estava previsto para 20 de março, mas foi retirado de pauta.
Além de Hahn, outros dois indivíduos também financiaram o transporte dos manifestantes. Rene Afonso Mahnke transferiu R$ 1.000 e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil, embora nenhum deles tenha participado da viagem à capital federal.
A Procuradoria identificou Romanoski como uma figura de destaque nas mobilizações em apoio a Bolsonaro em Blumenau, responsável pela organização de recrutamento de manifestantes e aquisição de suprimentos.
Durante uma audiência no STF, Hahn alegou que a transferência foi feita a pedido de um conhecido, que não especificou o destino da viagem. O dono da empresa de ônibus afirmou que presumiu que o valor se referia ao fretamento.
A defesa de Hahn argumentou que a denúncia da Procuradoria se baseou apenas na transferência de R$ 500, sem evidências de que o montante fosse destinado a um ato criminoso ou que o empresário tivesse conhecimento de qualquer ilegalidade.
Em um despacho de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que não haveria ilegalidade caso a Procuradoria não oferecesse um Acordo de Não Persecução Penal aos réus condenados.
A condenação dos três réus inclui penas severas, como 14 anos de reclusão, multas e danos morais coletivos no valor de R$ 30 milhões, além da inclusão de seus nomes no rol dos culpados e a expedição de guia de execução definitiva.
