TCU arquiva representação de Flávio Bolsonaro contra ex-nora de Lula por falta de indícios mínimos
TCU arquiva pedido de investigação sobre empresa ligada a ex-nora de Lula
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar um pedido de investigação feito pelo senador Flávio Bolsonaro em relação a uma empresa associada a Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, e suas relações com o Ministério da Educação.
Os ministros do TCU afirmaram que o senador não apresentou evidências concretas para sustentar sua solicitação. O pedido visava investigar o uso de verbas federais destinadas à empresa Life Tecnologia Educacional, onde Carla trabalhou. Ela é ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho mais velho do presidente.
A denúncia mencionava uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos na pasta. De acordo com a PF, Carla supostamente atuava como lobista da Life junto ao Ministério da Educação.
Os membros do TCU ressaltaram que a solicitação de Flávio se baseava apenas em relatos da mídia. Por essa razão, a corte decidiu não abrir um processo formal sobre o caso, conforme acórdão publicado em 26 de maio. A informação sobre a decisão foi divulgada em uma reportagem recente.
O acórdão destacou que a denúncia não apresentava indícios suficientes de irregularidades, uma vez que se fundamentava principalmente em matérias jornalísticas sem documentos que individualizassem os fatos ou identificassem contratos específicos.
A decisão do TCU não afeta o inquérito da Polícia Federal, que continua a investigar se Carla utilizou o nome de Lula para conseguir reuniões em Brasília e obter liberações de verbas para a empresa.
Os advogados de Carla Ariane não se pronunciaram sobre o arquivamento do pedido. Desde o início da Operação Coffe Break, a defesa tem negado as acusações, embora não tenha fornecido muitos detalhes.
O Ministério da Educação já havia se manifestado anteriormente, afirmando que não tinha relação com a operação policial e que não comentaria sobre o assunto. A pasta também não esclareceu a razão pela qual Carla foi recebida em uma reunião no ministério em julho de 2024. Até o momento, não houve nova resposta do MEC.
A INVESTIGAÇÃO
Na agenda da Life, Carla é referida como “nora”. Entre 2021 e 2023, a empresa recebeu cerca de R$ 52 milhões, dinheiro proveniente do Fundeb, durante os governos de Jair Bolsonaro e Lula. Há indícios de que ela continuou a receber pagamentos em 2024.
A operação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga fraudes em licitações e desvios de verbas na área da educação em prefeituras.
