Tempestade solar de nível G2 atinge a Terra a partir de sexta-feira e pode provocar auroras boreais em regiões mais ao sul
Tempestade geomagnética pode provocar auroras em áreas incomuns.
Uma ejeção de massa coronal do Sol está prevista para atingir a Terra nesta sexta-feira, 9 de outubro. Este evento possui potencial para desencadear uma tempestade geomagnética de nível moderado G2, o que pode expandir a área de visibilidade das auroras boreais e austrais, permitindo que sejam vistas em regiões mais distantes dos polos do que o habitual.
Entretanto, o fenômeno não será visível no Brasil. A possibilidade de observação das auroras dependerá da intensidade da tempestade e da interação das partículas solares com o campo magnético terrestre.
O que é uma tempestade geomagnética?
Uma tempestade geomagnética ocorre quando partículas e campos magnéticos do vento solar interagem com a magnetosfera, a região que envolve e protege a Terra. As ejeções de massa coronal (CMEs), que são grandes nuvens de plasma lançadas pelo Sol, são uma das principais causas desses eventos.
A classificação das tempestades geomagnéticas varia de G1 a G5, sendo G2 considerada uma intensidade moderada. Esse nível pode afetar sistemas de energia, satélites e comunicações de rádio, dependendo das condições atmosféricas.
Por que as auroras podem aparecer mais ao sul?
As auroras boreais e austrais ocorrem quando partículas energéticas interagem com os gases da atmosfera terrestre, liberando energia na forma de luz. Geralmente, esses fenômenos são mais frequentes em regiões próximas aos polos magnéticos.
Durante tempestades geomagnéticas, a interação entre o material solar e o campo magnético da Terra pode ampliar a área de entrada das partículas energéticas na atmosfera. Assim, a faixa de ocorrência das auroras se desloca para latitudes mais baixas, permitindo que o fenômeno seja observado em locais mais distantes dos polos.
A extensão desse deslocamento depende da intensidade da tempestade e da orientação do campo magnético trazido pela ejeção solar.
Nos próximos dias, há a possibilidade de auroras em regiões como o sul da Nova Zelândia e a Tasmânia, no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte, áreas da Escócia e outras regiões próximas também podem ter oportunidades de observação.
Tempestade solar atinge a Terra a partir de 9 de outubro
A previsão inicial indica condições entre G1 e G2 a partir de 9 de outubro, associadas à ejeção de massa coronal registrada no dia 6. Contudo, o horário de chegada e a intensidade exata do fenômeno ainda são incertos.
Além disso, outras ejeções e mudanças na atividade solar podem influenciar as condições geomagnéticas até 11 de outubro. As previsões estão sendo constantemente atualizadas à medida que novos dados são coletados pelos observatórios.
Para aqueles interessados em observar auroras, é recomendável acompanhar boletins de clima espacial e verificar as condições meteorológicas locais. Mesmo com uma tempestade prevista, a visibilidade do fenômeno em uma região específica não é garantida. No Brasil, a atividade esperada não deve tornar as auroras visíveis.
Imagem de capa gerada por inteligência artificial.