Toffoli identifica indícios de ilicitude e posterga análise da candidatura de Renan Santos à Presidência

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Ministro adia análise da candidatura de Renan Santos à presidência da República.

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu adiar a análise da candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à presidência da República. O despacho foi emitido no último sábado, dia 29.

O julgamento, que estava previsto para ocorrer no plenário virtual do TSE a partir de segunda-feira, dia 31, foi retirado de pauta pelo magistrado após identificar “indícios de ilicitudes” no registro da candidatura.

A questão levantada por Toffoli refere-se ao detalhamento das redes sociais que foram apresentadas pela candidatura de Renan. Segundo a legislação eleitoral, todos os canais de comunicação dos candidatos na internet devem ser declarados durante o processo de registro. No entanto, Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 perfis que não estavam listados anteriormente.

Se os candidatos tiverem utilizado alguma dessas contas para propaganda eleitoral antes do prazo estipulado, isso pode configurar um ilícito, o que torna a situação ainda mais delicada.

Devido à necessidade de uma análise mais aprofundada, uma nova data para o julgamento do registro deve ser definida pelo ministro. Em suas redes sociais, Renan comentou: “Parece que nossa campanha está indo bem”.

Os julgamentos dos registros de candidatura de outros candidatos, como Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), estão mantidos para esta segunda-feira.

Nesse formato de julgamento, os ministros têm um prazo específico para registrar seus votos no sistema eletrônico. A análise dos processos dos três candidatos deve ser concluída até o dia 2 de setembro.

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