Trump consolida poder na América do Sul com 8 presidentes aliados; Flávio Bolsonaro pode ser o 9º
Flávio Bolsonaro lidera as eleições de 2026, surpreendendo Trump com resultado apertado.
Flávio Bolsonaro (PL) encerrou o primeiro turno das eleições de 2026 com 47,03% dos votos, superando Lula (PT), que obteve 45,16%. Caso vença no segundo turno, o senador poderá se tornar o oitavo presidente de um país sul-americano que mantém relações próximas com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Na segunda-feira (5), Trump expressou surpresa com o desempenho de Flávio nas eleições, elogiando a vitória, embora apertada.
“Bom, é uma grande vitória. Muito apertada, mas impressionante, na verdade”, afirmou.
Durante o ano de 2026, Flávio Bolsonaro e Trump estreitaram laços em várias ocasiões, refletindo uma aproximação política significativa.
Doutrina Monroe: a política de Donald Trump
Em dezembro do ano anterior, o governo Trump anunciou uma nova estratégia de segurança nacional, visando restaurar sua influência na América Latina e conter a ascensão de potências de outras regiões.
“Depois de anos de abandono, os Estados Unidos reafirmarão e aplicarão a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no hemisfério ocidental”, afirmava o documento.
A Doutrina Monroe, proposta em 1823 pelo presidente James Monroe, defendia que potências europeias não deveriam interferir nas Américas, estabelecendo que “a América é para os americanos”.
A nova abordagem do governo dos EUA foi chamada de “Doutrina Donroe”, uma combinação dos nomes Donald e Monroe.
O documento delineava três elementos principais para o realinhamento militar na América Latina:
- Ampliar a presença da Guarda Costeira e da Marinha para controlar rotas marítimas e combater imigração ilegal e tráfico de drogas;
- Reforçar a proteção das fronteiras e intensificar a luta contra cartéis de drogas, incluindo uso de força letal em certos casos;
- Estabelecer ou ampliar o acesso dos EUA a locais estratégicos na região.
A estratégia enfatiza a intenção dos EUA de “reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental”.
Confira abaixo os presidentes da América do Sul que se alinham com a administração de Trump.
Abelardo De la Espriella, presidente da Colômbia
Eleito em junho de 2026, Abelardo De la Espriella recebeu apoio de Donald Trump durante sua campanha presidencial na Colômbia.
Trump descreveu De la Espriella como “um líder inteligente, forte e determinado”, expressando confiança de que ele teria sucesso no combate ao crime e ao tráfico de drogas.
“O resultado desta eleição é muito importante para o futuro da Colômbia e para a relação do país com os Estados Unidos. Por causa de suas grandes realizações ao longo da vida e de seu apoio político a mim, pessoalmente, tenho a honra de dar a Abelardo meu apoio completo e total”, publicou.
Após a vitória de ‘El Tigre’, Trump afirmou que os dois países trabalhariam juntos para construir uma “relação poderosa”.
Javier Milei, presidente da Argentina
Javier Milei é um dos líderes sul-americanos mais alinhados com Trump. O presidente argentino tem visitado frequentemente Mar-a-Lago, a residência de Trump, e participa ativamente de eventos da direita conservadora no país.
Seu alívio fiscal contribuiu para uma vitória surpreendente nas eleições legislativas de 2025.
Daniel Noboa, presidente do Equador
Daniel Noboa mantém uma relação pragmática com Trump, buscando aproximação principalmente em projetos de segurança pública. Durante sua campanha de reeleição, Noboa solicitou apoio de Trump na luta contra o crime e considerou a possibilidade de reabrir bases militares estrangeiras no Equador.
Santiago Peña, presidente do Paraguai
Santiago Peña, aliado de Trump, celebrou o retorno do republicano à Casa Branca no final de 2024