Moraes se reúne com Andrei e líderes da PF no Supremo

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Encontro entre Alexandre de Moraes e diretores da Polícia Federal gera polêmica.

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, se reuniu na terça-feira, 6 de outubro de 2026, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outros dois agentes da corporação. O encontro ocorreu na sede do STF, mas não foi registrado oficialmente na agenda do ministro.

Ambos os participantes da reunião estão sob suspeita de envolvimento com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que enfrenta acusações de corrupção. Relatórios da Polícia Federal indicam que Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes antes de sua prisão, com respostas do ministro que incluíam textos e imagens de visualização única. Documentos revelam a natureza do contato entre eles, levantando questões sobre a legalidade das interações.

A Polícia Federal também elaborou um relatório detalhando as relações de Moraes e sua esposa com Vorcaro, enquanto Rodrigues e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, foram temporariamente afastados devido a suspeitas de espionagem de ministros do STF. A pauta da reunião entre Moraes e os policiais não foi divulgada, mas a presença de agentes sob suspeita levanta preocupações sobre a legalidade do encontro.

HISTÓRICO DE SUSPEITAS

No início de setembro de 2026, o ministro André Mendonça ordenou o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada, sob alegações de monitoramento ilegal de ministros do STF. Posteriormente, o ministro Flávio Dino decidiu reintegrá-los, aceitando uma reclamação direta dos policiais, o que é uma prática incomum no Supremo.

Em meio a esse contexto, o presidente do STF, Edson Fachin, optou por não contestar a decisão de Dino, mas estabeleceu um prazo para que Rodrigues se explicasse sobre as acusações. O diretor-geral da PF, que já havia atuado como segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, negou as irregularidades apontadas e apresentou sua defesa, mas o processo continua sem resolução.

Recentemente, Fachin solicitou uma investigação aprofundada sobre o possível envolvimento de ministros da Corte no caso do Banco Master, agendando uma audiência com Rodrigues para discutir o assunto. Apesar das grave acusações, Rodrigues e Almada permanecem em seus cargos, enquanto a investigação segue sem avanços significativos.

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