Trump nega reunião com Flávio, mas permite permanência do filho nos EUA

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Trump apoia Flávio Bolsonaro e critica eleições brasileiras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o senador Flávio Bolsonaro pode permanecer nos EUA pelo tempo que desejar, embora não tenha planos de se encontrar com ele. Flávio está em Miami desde quarta-feira, após deixar o Brasil, desobedecendo uma ordem do ministro do STF.

Durante uma conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, Trump expressou sua opinião de que Flávio foi “muito maltratado” e reiterou que ele pode ficar nos Estados Unidos à vontade. O presidente também aproveitou a oportunidade para criticar o resultado das eleições brasileiras, chamando-as de “vergonha”, sem apresentar evidências de irregularidades.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula, que obteve 51,79% dos votos válidos, em comparação a 48,21% de Flávio. O partido do senador, o PL, já reconheceu o resultado das urnas.

As declarações de Trump coincidiram com a negativa do secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre a participação do governo dos EUA na saída de Flávio do Brasil. Rubio afirmou que não houve facilitação, mas confirmou que Trump autorizou a entrada do senador e sua família no país.

Flávio já possuía visto e recebeu uma autorização migratória temporária, conhecida como parole, que permite a entrada no país, mas não garante asilo ou residência permanente. A declaração de Trump sobre a permanência de Flávio não implica uma autorização legal para ficar indefinidamente.

As informações divulgadas por Rubio contrastam com reportagens que indicam que Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, pode ter ajudado a organizar o voo particular de Flávio. Não está claro se Miller agiu por conta própria ou a mando do governo americano.

Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira, cruzando a fronteira com a Argentina e embarcando em um jato particular que fez escalas antes de chegar a Miami. Sua saída ocorreu após uma ordem do STF que determinou a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar o país.

A Polícia Federal do Brasil investiga as circunstâncias da viagem, pois não encontrou registros da saída de Flávio pelos postos de controle migratório. O senador, que nega qualquer crime e alega perseguição política, entrou na Argentina utilizando seu passaporte italiano.

A permanência de Flávio nos Estados Unidos gerou questionamentos no Congresso americano, com um grupo de 25 parlamentares democratas enviando uma carta a Rubio pedindo explicações sobre a possível participação de autoridades dos EUA na viagem e as condições de entrada do senador. Eles solicitaram respostas até o dia 13 de novembro.

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