Tsunami Democrata Abala Domínio Republicano com Apoio Milionário de Musk em Estados Conservadores

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Eleições de meio de mandato de 2026 nos EUA resultam em mudanças significativas no Congresso.

As eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos, cujos resultados começaram a ser divulgados em 4 de novembro, provocaram uma alteração significativa no cenário político de Washington, com os democratas conquistando o controle das duas Casas do Congresso.

A insatisfação dos eleitores com o aumento do custo de vida, exacerbada por políticas como tarifas comerciais e a guerra no Irã, impulsionou os democratas a uma vitória expressiva, resultando em uma severa derrota para o governo do presidente Donald Trump.

Com a perda da maioria republicana no Capitólio, a administração Trump enfrentará desafios ao negociar suas políticas, agora sob a supervisão de um Congresso controlado pelos democratas.

Confira as principais vitórias e derrotas nas eleições de 2026 nos EUA:

  • Vitórias: a “onda azul” democrata, que garantiu o controle da Câmara e do Senado e a conquista do governo do Texas; além do fim das longas hegemonias conservadoras no Kansas e no Maine.
  • Derrotas: a perda da maioria no Congresso para os republicanos e o revés ao governo Trump; para os democratas, o fracasso em conquistar o governo da Flórida e a vaga no Senado pelo Arkansas; e para Elon Musk, que investiu milhões em campanhas republicanas.

A ‘onda azul’ democrata e o controle total do Congresso americano

O Partido Democrata alcançou a maioria na Câmara dos Deputados, conquistando pelo menos 228 cadeiras, e assumiu o controle do Senado com 54 assentos, revertendo sete vagas que pertenciam aos republicanos em estados como Texas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Iowa, Kansas e Maine.

Essa vitória, além das expectativas, confere aos democratas poder para barrar propostas e nomeações da Casa Branca e abrir investigações sobre a gestão federal. Essa é a primeira vez desde 2006 que ambas as casas do Congresso mudaram de partido durante a mesma eleição de meio de mandato.

Nos Estados Unidos, os senadores têm mandatos de seis anos, com a renovação de um terço das cadeiras a cada dois anos. Já os membros da Câmara têm mandatos de dois anos, resultando na renovação total das cadeiras a cada eleição.

Virada histórica no Senado e no governo do estado do Texas

Os democratas romperam décadas de domínio republicano no tradicional estado conservador do Texas. Na disputa pelo governo, Gina Hinojosa superou o atual governador Greg Abbott com 57,1% dos votos. Abbott, um importante nome do Partido Republicano, buscava sua quarta reeleição e contava com o apoio de Trump.

Hinojosa se tornou a primeira mulher latina a ocupar o cargo no Texas, quebrando um jejum de 36 anos sem democratas no governo estadual. No Senado, James Talarico venceu Ken Paxton com 55,1% dos votos, conquistando a primeira vaga democrata no estado desde 1988. Paxton recebeu mais de US$ 150 milhões de Elon Musk para sua campanha.

Talarico, um evangélico e ex-seminarista, utilizou sua fé cristã na campanha para se opor ao nacionalismo cristão de Trump, abordando também questões como o alto custo de vida e criticando bilionários e a política de imigração do atual presidente.

Fim de hegemonias conservadoras no Kansas e no Maine

No Kansas, o democrata Adam Hamilton derrotou o senador republicano Roger Marshall, tornando-se o primeiro senador democrata pelo estado desde 1932. Hamilton é pastor metodista da maior igreja do estado.

No Maine, Troy Jackson venceu a senadora republicana veterana Susan Collins com 53,8% dos votos. Collins, no cargo desde 1997, tentava manter uma postura moderada, mas enfrentou críticas por seu apoio a Trump em diversas propostas no Congresso.

Perda da maioria republicana no Congresso e revés para Trump

A principal derrota do pleito foi para o Partido Republicano, que perdeu a liderança legislativa na Câmara e no Senado. Este resultado encerra um período em que o Congresso atuava alinhado às propostas do presidente Trump.

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