USP se destaca como a melhor da América Latina enquanto universidades dos EUA dominam o ranking global
USP lidera ranking de universidades na América Latina e Brasil em 2026.
A Universidade de São Paulo (USP) mantém sua posição como a instituição mais bem colocada do Brasil e da América Latina no ranking de Xangai, uma das classificações acadêmicas mais respeitadas globalmente.
Na edição de 2026, divulgada recentemente, a USP se destaca entre as 150 melhores universidades do mundo. As instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido continuam a dominar as primeiras colocações do ranking.
Este ranking avalia as mil melhores universidades do planeta, utilizando como principais critérios indicadores de pesquisa científica, como prêmios Nobel e medalhas Fields recebidos por ex-alunos e professores, além da quantidade de publicações em revistas científicas de renome.
No cenário internacional, as universidades americanas permanecem na liderança, com Harvard ocupando o primeiro lugar, seguida por Stanford e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). As universidades de Cambridge e Oxford, do Reino Unido, estão na quarta e sétima posições, respectivamente.
Além da USP, outras 13 instituições brasileiras estão entre as mil melhores do mundo. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está classificada entre as posições 301 e 400, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) figura entre 401 e 500. As universidades federais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul estão na faixa de 501 a 600.
A Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal de São Paulo estão entre as posições 701 e 800, enquanto a Universidade Federal do Paraná, a Universidade Federal de São Carlos, a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade de Brasília estão entre 801 e 900. Já a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal de Pernambuco ocupam as posições de 901 a 1.000.
O ranking de Xangai foi criado em 2003 pela consultoria Shanghai Ranking Consultancy. Ele se concentra em critérios de pesquisa, o que gera críticas frequentes no meio acadêmico, pois privilegia indicadores de pesquisa em detrimento da qualidade do ensino.
As universidades chinesas são as mais representadas, com 234 instituições no total, em comparação com 187 dos Estados Unidos. Contudo, os EUA mantêm a liderança no top 100, com 37 instituições, enquanto a China possui 16.
França avança no ranking
A França também melhorou sua posição, contando com 27 instituições entre as mil melhores do mundo, o que a coloca na 10ª posição entre os países mais representados na classificação.
De acordo com o Ministério francês do Ensino Superior, esse resultado reflete o fortalecimento da pesquisa científica e a crescente visibilidade internacional das universidades francesas.
A Universidade Paris-Saclay continua sendo a melhor instituição francesa, mantendo a 13ª colocação mundial, tornando-se a primeira universidade do ranking que não é americana nem britânica.
As universidades Paris Sciences et Lettres (PSL) e Paris Cité também avançaram, ocupando agora as 33ª e 57ª posições, respectivamente, enquanto a Sorbonne caiu para o 55º lugar.
Saiba também:
