Valdemar Costa Neto observa maior receptividade de Nunes Marques ao voto impresso
Valdemar Costa Neto vê abertura no TSE para discutir voto impresso
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, expressou sua percepção sobre a postura do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, em relação ao voto impresso no sistema eleitoral brasileiro. As declarações foram feitas durante a posse de Nunes Marques, realizada em Brasília.
Costa Neto afirmou que acredita que o novo presidente do TSE está mais disposto a discutir a implementação do voto impresso, destacando a importância da segurança que essa medida pode trazer ao processo eleitoral. Ele enfatizou que a introdução do voto impresso não prejudicaria o funcionamento das urnas eletrônicas, pois o eleitor votaria na máquina e receberia um comprovante em papel para conferência posterior.
Questionado sobre a viabilidade da proposta, Costa Neto reiterou sua convicção de que há espaço para a implantação do voto impresso, embora tenha ressaltado que tentativas anteriores não foram bem-sucedidas devido à falta de tempo para a implementação. Ele mencionou que durante a presidência de Alexandre de Moraes, houve um desejo de aprovar a medida, mas a urgência do processo legislativo impediu a sua realização. O presidente do PL defendeu que a proposta não enfrenta oposição.
Além disso, Costa Neto demonstrou otimismo em relação às eleições deste ano, afirmando que a presença de Nunes Marques à frente do TSE trará mais tranquilidade ao pleito. Segundo ele, a nova liderança está mais alinhada com os interesses do PL, o que pode resultar em um ambiente eleitoral menos conturbado em comparação com o passado.
Kássio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, assume a presidência do TSE por um mandato de dois anos, sucedendo Carmen Lúcia. O novo vice-presidente é André Mendonça, também indicado por Jair Bolsonaro, que atuará ao lado de Nunes Marques na condução do Tribunal durante as eleições de outubro.
No seu discurso de posse, Nunes Marques reafirmou a defesa das urnas eletrônicas, mas também deixou claro que está aberto a melhorias no sistema. Ele destacou que a tecnologia de votação eletrônica é um patrimônio da democracia brasileira e que, apesar de seu reconhecimento internacional, sempre há espaço para aperfeiçoamentos.
