Bombeiro é detido por importunação sexual em ônibus na rodovia do Rio Grande do Sul

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Prisão de bombeiro por importunação sexual em ônibus-leito gera repercussão

A Justiça gaúcha determinou a prisão preventiva de um bombeiro de 41 anos, acusado de importunação sexual contra uma passageira em um ônibus-leito interestadual próximo a Cachoeira do Sul.

O incidente ocorreu na madrugada do dia 22, enquanto o coletivo trafegava pela rodovia federal BR-290. A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que considerou a gravidade do ato e o risco de reincidência, além de garantir a ordem pública.

O bombeiro, que embarcou no ônibus em Bagé com destino a Porto Alegre, teria tocado uma mulher de 34 anos em uma das mamas enquanto ela dormia. A vítima imediatamente denunciou o assédio ao motorista, que acionou a Brigada Militar.

Os policiais abordaram o homem, recolheram sua arma e o levaram à Delegacia de Polícia Civil de Cachoeira do Sul, onde ele optou por não se manifestar. Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu sua prisão em preventiva, levando em conta os indícios de autoria e a existência de outro processo criminal em andamento por fato semelhante.

Atualmente, o bombeiro se encontra detido no Presídio Policial Militar da capital gaúcha. A mulher envolvida recebeu proteção da Brigada Militar enquanto aguardava a passagem de outro ônibus para continuar sua viagem, sem que detalhes sobre sua profissão ou residência fossem divulgados.

O promotor do Ministério Público, Átila Castoldi Kochenborger, destacou a importância da repressão a esse tipo de crime e expressou sua indignação com o ocorrido, reafirmando o compromisso da instituição com a defesa das mulheres e a responsabilização do autor.

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar afirmou que a Corregedoria está investigando o caso internamente e que um procedimento administrativo será aberto com base nas informações coletadas pelas autoridades. A empresa Ouro e Prata, responsável pela operação do ônibus, também se manifestou, garantindo que o condutor seguiu os protocolos estabelecidos ao acionar a polícia.

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