María Corina reúne multidão em Madri e defende retorno para casa
Líder da oposição venezuelana promove reencontro com cidadãos em Madri.
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, atraiu uma grande multidão de apoiadores em um evento realizado na praça Puerta del Sol, em Madri, no último sábado. Durante seu discurso, ela enfatizou a importância de os venezuelanos que vivem fora do país se prepararem para o “dia do reencontro e da reconstrução” da nação.
Os presentes clamaram por eleições, destacando a relevância do evento como um momento de união entre Corina e os venezuelanos no exterior. A líder fez referência aos 27 anos de governo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, afirmando que todo esforço foi para se preparar para um futuro de liberdade.
A Espanha é um dos principais destinos da diáspora venezuelana, com aproximadamente 700 mil cidadãos venezuelanos vivendo no país. Essa comunidade tem sido fundamental para a mobilização e apoio à oposição no exílio.
Corina também se recusou a se encontrar com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, alegando que a reunião não seria apropriada em meio a uma cúpula de líderes progressistas em Barcelona. O primeiro-ministro havia se oferecido para um encontro, defendendo que o futuro da Venezuela deve ser decidido democraticamente, sem interferências externas. No entanto, Corina optou por se reunir com aliados da direita espanhola.
RELAÇÃO COM OS EUA
Durante sua visita à Espanha, María Corina concedeu uma coletiva de imprensa na qual reafirmou seu apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que não se arrepende de ter lhe apresentado seu Prêmio Nobel da Paz. Ela destacou que Trump foi o único líder que arriscou a segurança de seus cidadãos em prol da liberdade da Venezuela.
A líder da oposição também revelou que mantém um diálogo contínuo com as autoridades americanas, discutindo sua possível volta ao país com o apoio do governo dos EUA.
CRÍTICAS A PETRO
María Corina não poupou críticas ao presidente colombiano, Gustavo Petro, que sugeriu a formação de um governo de concentração na Venezuela, envolvendo a atual presidente Delcy Rodríguez e a oposição. Para Corina, essa proposta visa obstruir o avanço do processo eleitoral no país.
Ela também criticou o governo atual da Venezuela, afirmando que Delcy Rodríguez e seu grupo representam o “caos”, a “violência” e o “terror”, ressaltando a necessidade de uma mudança significativa na liderança do país.
