Mercado do boi gordo tem dificuldade em prolongar escalas de abate e apresenta números preocupantes
Mercado do boi gordo enfrenta desafios em meio à pressão de escalas de abate.
O mercado físico do boi gordo continua a registrar um ambiente de negócios travado, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em alongar suas escalas de abate. Recentes análises indicam que, em algumas regiões, como Mato Grosso do Sul, negociações estão sendo realizadas acima da referência média.
Em São Paulo, o feriado estadual de 9 de julho pode agravar ainda mais a situação das escalas de abate, resultando em um cenário tenso para os frigoríficos. Além disso, o esgotamento precoce das cotas de exportação para a China é um fator importante a ser observado. Apesar de uma intensificação nos embarques nos meses de maio e junho, a internalização da carne nos portos chineses segue lenta, o que atrasa o preenchimento das cotas.
Atualmente, a arroba do boi gordo está cotada em média a R$ 327,83 em São Paulo, R$ 314,71 em Goiás, R$ 309,65 em Minas Gerais, R$ 320,80 no Mato Grosso do Sul e R$ 317,30 no Mato Grosso.
Atacado do boi gordo
No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis. A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol influenciou negativamente as expectativas de consumo durante a Copa do Mundo. Além disso, a carne bovina continua a perder competitividade em relação a outras proteínas, sobretudo a carne de frango.
Os preços permanecem inalterados, com o quarto dianteiro cotado a R$ 20,00 por quilo, o quarto traseiro a R$ 25,50 por quilo e a ponta de agulha também está a R$ 18,50 por quilo.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com uma alta de 0,39%, sendo cotado a R$ 5,1526 para venda e R$ 5,1506 para compra.
