Programa federal de combate ao crime organizado pode beneficiar sete presídios do Rio Grande do Sul

Compartilhe essa Informação

Governo federal investe em medidas para combater uso de celulares por detentos.

O governo federal anunciou um programa de investimento destinado a coibir o uso de celulares por apenados em 138 presídios no Brasil, incluindo sete unidades no Rio Grande do Sul. A iniciativa, lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa enfrentar o crescimento do crime organizado no País.

O foco do programa são as instituições prisionais de médio e grande porte que não possuem um sistema eficaz para controlar a entrada de celulares e bloquear sinais. A presença de facções criminosas também é um critério para a seleção das unidades que receberão os recursos.

Serão adquiridos equipamentos como drones, máquinas de raio-x e inibidores de frequência para fortalecer a segurança nas penitenciárias. A lista das unidades contempladas será mantida em sigilo por motivos de segurança e estratégia.

O acesso aos recursos e financiamentos do programa depende da aceitação de cada Estado. A resposta do governo do Rio Grande do Sul sobre a adesão ainda não foi divulgada, mas informações não oficiais indicam uma postura positiva.

A utilização de celulares por detentos é um dos principais obstáculos enfrentados no combate ao crime no Brasil. A tecnologia permite que líderes de organizações criminosas continuem a comandar suas atividades, como tráfico de drogas e ordens de execução, mesmo dentro das prisões.

Sobre o programa

Intitulado “Brasil Contra o Crime Organizado”, o programa destina R$ 11 bilhões em investimentos e é a principal estratégia do governo Lula na área de segurança pública, após o enfraquecimento de projetos legislativos no Congresso Nacional. As ações estão divididas em quatro eixos estratégicos:

– Diminuição das finanças das organizações criminosas.

– Fortalecimento da segurança no sistema prisional.

– Melhoria da investigação e elucidação de homicídios.

– Combate ao tráfico de armas.

O decreto que institui o programa foi assinado por Lula, junto com portarias que detalham as medidas. O investimento inclui R$ 1 bilhão do orçamento e o restante por meio de empréstimos do BNDES aos Estados que aderirem à proposta.

A segurança pública é um dos setores com maior insatisfação entre a população brasileira, conforme revelam diversas pesquisas de opinião. Para mudar essa situação, o governo tem buscado alternativas legislativas.

Um exemplo é a proposta de emenda à Constituição (PEC) elaborada pelo Ministério da Justiça, que visa fortalecer a atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no combate a facções e estabelecer um Sistema Único de Segurança Pública. No entanto, a proposta permanece parada no Senado após a aprovação na Câmara dos Deputados.

Além disso, alterações no projeto original resultaram na inclusão de práticas polêmicas, como a realização de um referendo sobre a redução da maioridade penal.

A pasta também desenvolveu um projeto de lei antifacção, que busca estabelecer e fortalecer mecanismos federais para o combate a organizações criminosas. Contudo, o texto atualmente está sob relatoria de um deputado da oposição e foi aprovado em uma versão que diverge bastante das intenções iniciais do governo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *