Resíduos retirados por dragagem nos arroios de Porto Alegre alcançam volume equivalente a 21 piscinas olímpicas em seis meses

Compartilhe essa Informação

Dragagem em Porto Alegre promove limpeza de arroios e prepara proteção contra cheias

As atividades de dragagem em Porto Alegre têm se intensificado desde janeiro, resultando na remoção de cerca de 53 mil metros cúbicos de resíduos dos arroios da cidade. Este volume, equivalente a 21 piscinas olímpicas, foi anunciado pela prefeitura em um balanço recente.

Na Zona Sul, os trabalhos foram realizados nos arroios Rincão e do Salso, além de bacias de detenção na Moradas do Sul. Na Zona Norte, as intervenções se concentraram nos canais dos pôlderes 9 e 10, bem como nos arroios Passo das Pedras e Santo Agostinho. A dragagem é um serviço contínuo e está programada para continuar em outros cursos d’água até o final do ano.

O conceito de “pôlder” se refere a áreas planas e baixas, que são protegidas por diques e sistemas de drenagem para evitar alagamentos em áreas urbanas e agrícolas. Essas estratégias são essenciais para manter a segurança da infraestrutura local durante períodos de chuvas intensas.

De acordo com o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, a dragagem é uma ação crucial para melhorar o sistema de drenagem da cidade. A atividade aumenta a capacidade de escoamento da água, minimizando os riscos de alagamentos durante tempestades.

Os serviços de dragagem e desassoreamento foram reiniciados pelo Dmae em janeiro de 2022, e no ano passado mais de 142 mil metros cúbicos de resíduos foram retirados dos cursos d’água da capital, o que representa aproximadamente 57 piscinas olímpicas.

Recentemente, o Dmae anunciou que o consórcio Eurosinos será responsável pelas obras de proteção contra cheias na Zona Norte. As obras, que começaram após a emissão da ordem de serviço, envolverão a área entre os bairros Anchieta e Sarandi.

O consórcio, formado pelas empresas Eurovia Construtora e Bombas Sinos, apresentou a proposta mais econômica, no valor de R$ 24,2 milhões, com um deságio de 12,3% em relação ao valor-base da contratação. A análise técnica foi realizada por equipes do Dmae.

O financiamento das obras será garantido pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que possui mais de R$ 47 milhões disponíveis para cobrir custos de obras, geradores e equipamentos de alta capacidade.

As intervenções visam assegurar a proteção das áreas dos pôlderes 7 e 8, que incluem a região próxima ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Um dique de 100 metros será construído entre o Arroio Passo das Pedras e o Rio Gravataí, além de um sistema móvel para fechar as galerias que interligam o Arroio Areia ao manancial.

Estudos realizados pelo Dmae indicam que essas obras não afetarão significativamente os municípios vizinhos, pois o aumento do nível das águas em outras cidades da bacia será inferior a 1 centímetro.

Essas ações antecipam a primeira fase do projeto de proteção da bacia do Rio Gravataí, que é liderado pelo Governo do Estado. A prefeitura vem buscando alternativas desde 2025 para expandir a proteção da cidade contra inundações.

A necessidade de intervenções urgentes para proteger os pôlderes 7 e 8 levou a um aumento no diálogo com as esferas estadual e federal, além de órgãos de controle e justiça, como o Tribunal de Justiça e o Ministério Público.

O Dmae também sugeriu uma revisão no planejamento das próximas etapas do projeto para os pôlderes 7 e 8, que, se aceitas, incluirão a construção de uma grande bacia de amortecimento e a instalação de duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *