STF Avalia Reação Institucional Após Notificação de Processo nos EUA Contra Moraes

Compartilhe essa Informação

Supremo Tribunal Federal analisa cooperação internacional em caso envolvendo ações nos EUA.

A avaliação no Supremo é que o caso envolve cooperação internacional, dado que a ação é movida em território norte-americano por uma empresa relacionada ao ex-presidente Donald Trump. Assim, as tratativas necessárias incluem a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça (MJ).

Essa análise é crucial para entender quais instrumentos jurídicos e diplomáticos podem ser aplicáveis ao caso em questão.

⚖️ A legislação brasileira estabelece que um magistrado não responde pessoalmente por decisões judiciais proferidas no exercício regular da função.

O advogado norte-americano Martin De Luca, que representa a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media & Technology Group, informou que o ministro Alexandre de Moraes foi notificado sobre o processo judicial por e-mail. Essa notificação é um passo importante para o andamento do processo nos Estados Unidos.

As duas empresas recorreram à Justiça norte-americana para barrar ordens de restrição e bloqueio emitidas pelo magistrado brasileiro. Elas argumentam que as determinações de Moraes configuram censura e infringem garantias constitucionais nos EUA.

No sistema jurídico brasileiro, a responsabilidade do juiz é limitada a situações excepcionais, como ações intencionais, fraudes ou omissões sem justificativa. A Constituição também prevê a responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por seus agentes.

A decisão que atendeu aos pedidos das plataformas foi assinada na última sexta-feira. As empresas alegaram que o modelo de diplomacia está paralisado no Brasil, e o envio do documento por e-mail facilita o prosseguimento do processo em território norte-americano.

Alexandre de Moraes durante julgamento da Primeira Turma do STF sobre os acusados de mandar matar Marielle Franco

Alexandre de Moraes durante julgamento da Primeira Turma do STF sobre os acusados de mandar matar Marielle Franco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *