Van Hattem e aliados buscam reverter suspensão na Câmara

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Deputados contestam suspensão de mandatos por protesto na Câmara em 2025.

Três deputados federais apresentaram um recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, contestando a decisão do Conselho de Ética que suspendeu seus mandatos por dois meses. A medida foi tomada em decorrência de um protesto que bloqueou a sessão da Câmara em 2025.

Os parlamentares envolvidos, que pertencem a diferentes partidos, argumentam que a união das representações em um único parecer prejudicou seu direito de defesa. O regimento da Casa permite esse tipo de recurso em casos de supostas falhas ou abusos procedimentais.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um dos deputados afirmou que a suspensão representa uma perseguição política, destacando que seu único crime foi defender a anistia. O parecer que recomenda a suspensão foi elaborado na primeira semana de maio e se baseou em imagens de câmeras de segurança do plenário.

A CCJ analisará o recurso antes que a votação ocorra no plenário. Se a comissão rejeitar a contestação, o processo seguirá para análise dos deputados, e a confirmação da punição dependerá de uma maioria simples na Câmara.

Os deputados afirmaram que continuarão a recorrer até as últimas consequências para manter seus mandatos, demonstrando determinação em reverter a decisão do Conselho de Ética.

RELEMBRE O CASO

O protesto que resultou na suspensão ocorreu em agosto de 2025, quando um grupo de congressistas da oposição ocupou o plenário da Câmara por mais de 30 horas. A ação foi motivada pela prisão domiciliar de um ex-presidente, o que gerou uma crise política significativa.

A ocupação do plenário impediu o funcionamento normal da Câmara e dificultou o trabalho do presidente da Casa. Após reuniões com a base governista, o presidente conseguiu retomar as atividades, mas alertou que tais ações poderiam levar à suspensão de mandatos.

A Corregedoria da Câmara considerou as condutas dos deputados como graves, configurando desrespeito à autoridade da Mesa e comprometendo a institucionalidade do Legislativo. Além dos processos em votação, a direção da Câmara já havia aplicado censura escrita a todos os envolvidos no protesto.

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